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Divulgação IGN

O workshop Economia Criativa no RS: explorando possíveis cenários futuros aconteceu no último sábado, no Santander Cultural, em paralelo à mostra Italian Genious Now. Com mediação de Edgard Stuber, participaram Walker Massa (Nós Coworking), Fernando Guimarães (Programa Setorial da Indústria da Criatividade do RS) e Alfredo Fedrizzi (Escala Comunicação e MKT).

“A atividade típica do design é o fazer. Quando compreendido como uma abordagem, o design resolve problemas em diversas áreas – como a moda, a arquitetura e a arte”, disse Edgard Stuber. “O design como ferramenta acompanha uma mudança no modelo industrial, que agora tem como alternativa a criatividade. É uma solução para lugares que, assim como o RS, passam por um processo de desindustrialização”. E lembrou que o termo economia criativa foi cunhado no ano 2000 por Peter Coy, em artigo para a Business Week.

Este panorama encontra no Rio Grande do Sul um terreno fértil. É o que se conclui da palestra de Fernando Guimarães, que apontou a concentração de ativos tecnológicos e culturais do estado como necessários ao desenvolvimento da economia criativa. “Temos um Silicon Valley gaudério na região metropolitana de Porto Alegre. Neste modelo, o maior valor está na criação, e não na transformação de matéria prima em produto“.

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A concentração de pessoas em formatos coletivos de trabalho, de acordo com Walter Massa, “facilita a comunicação e é fundamental para a geração de ideias. Esta vivência é importante para alcançar soluções mais relevantes”. Para ele, a criatividade não é matéria prima apenas para determinados segmentos, mas para todas as áreas. “Apenas questiono o uso do termo indústria criativa: tudo o que não queremos é a criatividade em série”.

Por fim, Alfredo Fedrizzi citou Jean Paul Jacob: “a melhor tecnologia que existe está na cabeça“. Fazendo um comparativo histórico, lembrou que o atual modelo da economia criativa retoma dinâmicas de tempos pré-Revolução Industrial: empregos pulverizados, home offices e coworkings são alguns exemplos. E chamou a atenção para um estado brasileiro onde a criatividade exerce papel central: “os cariocas têm um modelo criativo que advém da cultura“. Fedrizzi lembrou que hoje a premissa para os negócios é basear-se no ser humano e não no produto: “o produto é apenas um avatar do serviço sendo prestado“.

Da dinâmica no Santander, além da certeza de que uma nova consciência para os negócios está ganhando força, ficam alguns desafios: educar as pessoas para este modeloacomodar diferentes culturas de negócios que convivem simultaneamente em nossa época. Ao que parece, esta é a saída para a sociedade compatibilizar diferentes estágios e progredir coletivamente.