A economia chinesa é notória pelos números estratosféricos que apresenta. Diante da previsão de se tornar o maior mercado de luxo do mundo neste ano, superando os índices do Japão – que atualmente encabeça a lista -, a China concentra um número imenso de lojas de grandes marcas internacionais. Um exemplo ilustrativo é o da Burberry: atualmente com 50 lojas , a marca tem intenção de abrir mais 100 nos próximos 5 anos.
Em 2011, por ocasião da Exibição Internacional de Luxo de Tianjin, o presidente do evento, Wang Weiguo, declarou que o mercado de luxo chinês está ainda em um estágio inicial, de modo que o foco de interesse dos consumidores está mais na marca do que na cultura por trás dela. Talvez seja este um dos motivos para que a criação local de moda não tenha sido impulsionada, contando ainda com poucos designers de grande projeção.
Entre os nomes da nova geração de chineses, um dos destaques é Yang Li, que desponta no Reino Unido como um estilista promissor. Formado pela Central Saint Martins em Londres, tem no currículo o trabalho junto a Raf Simons, que agora comanda a Dior. As peças de Li têm linhas limpas e quase futurísticas: em cortes geométricos e simples, a roupa concentra altas doses de minimalismo e cores sólidas.
Em entrevista à Dazed Digital, que enfatizou a aura multicultural do estilista – que também viveu muitos anos na Austrália -, Li analisa a jornada entre culturas com tranquilidade. Ciente de que tantas andanças só lhe acrescentaram conhecimentos benéficos, afirmou: “Sempre é possível encontrar uma maneira de fazer tudo se relacionar”.
As peças do estilista estão à disposição dos brasileiros na LN-CC.



