Internacional

The Cube: design e culinária // RM MAG

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The Cube Milão | Foto: Divulgação Electrolux

Em um conceito que une design e culinária de altíssimo nível, a Electrolux criou o projeto The Cube junto ao escritório italiano de arquitetura Park Associati. Situado em localidades exclusivas nas maiores capitais da Europa, trata-se de um restaurante itinerante que nasceu em comemoração aos 90 anos da multinacional sueca. O restaurante pode acomodar até 18 convidados em torno de uma única grande mesa, branca e minimalista, no centro do espaço de 150 metros quadrados. Ao final da mesa fica a cozinha aberta, onde os convidados podem interagir com o chefe residente e vê-lo criar o menu a ser servido. A disposição interna reflete o layout das casas escandinavas.

O roteiro pelo Velho Continente teve como primeira etapa o The Cube Brussels, construído na primavera de 2009 no topo do arco do Parc du Cinquantenaire, na capital belga. No alto deste local, o Cubo ofereceu a seus hóspedes uma vista rara do parque e do horizonte da cidade. A etapa seguinte foi Milão, onde a estrutura ficou no topo de um prédio antigo acima da Galleria Vittorio Emanuele II. Próxima parada: Estocolmo, na Suécia, onde o Cubo ocupou o topo da Royal Opera com vista para o Castelo Real e o Palácio do Governo sueco. Até dezembro de 2012, a estrutura permaneceu em Londres, na Inglaterra, em cima do Royal Festival Hall – mais uma vista espetacular, desta vez para o Rio Tamisa e Palácio de Westminster. Daí o Cubo segue para Moscou, na Rússia.

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The Cube Londres | Foto: Divulgação Electrolux

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The Cube Bruxelas | Foto: Divulgação Electrolux

Todos os chefs de cozinha escolhidos para o projeto são membros do Jeunes Restaurateurs d’Europe: nomes como Johan Jureskog, Mathias Dahlgren, Magnus Ek, Sat Bains, Bosi and Daniel Clifford, Jonray & Peter Sanchez, Bart De Pooter, Enrico e Roberto Cerea, Eros Picco, Christian e Manuel Costardi. Um detalhe interessante é que a cada dia os menus variam, imitando o que se faz em casa: os pratos são criados com a inspiração daquele momento, e os ingredientes são aqueles encontrados no mercado. Os chefs se alternam nas apresentações, enriquecendo a experiência com o fator surpresa.

O desenho do Cubo é uma reinterpretação da forma geométrica. Os arquitetos da Park Associati por trás do projeto tinham o desafio de criar algo que refletisse a estética da empresa de eletrodomésticos – linhas simples, minimalistas e na cor branca –, além de englobar a contemporaneidade escandinava. Como o próprio arquiteto Michele Rossi diz, ao mesmo tempo era preciso projetar uma célula que pudesse ser montada e desmontada com facilidade e criar uma estrutura adaptável a diferentes temperaturas.

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The Cube Estocolmo | Foto: Divulgação Electrolux

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The Cube Milão | Foto: Divulgação Electrolux

A arquitetura simples do Cubo fornece uma moldura contemporânea que não tira a atenção das vistas fabulosas. Os convidados do restaurante podem apreciar a paisagem através dos janelões que vão do chão ao teto, bem como por entre paredes de alumínio que levam cortes em forma de favo de mel.

electrolux.co.uk/cube

// Texto de Daniela Rozman para a edição #43 da RM Mag.

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Tim Gunn: making it work!

Quem nunca quis a opinião de um expert de moda? Eu admito que sempre tive o sonho de contar com um desses esquadrões para fazer a limpa no meu guarda-roupa e deixar todos os looks montados. Enquanto isso não acontece, me contento em assistir palestras e talks com grandes nomes da moda. Este mês foi a vez de pegar dicas diretas de um dos maiores nomes da área: Tim Gunn.

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Tim Gunn | Foto: Suzanne S. Brown

Tim Gunn não precisa de muitas apresentações. Teve seu big break para o público com a participação no programa Project Runway, onde trabalha como mentor dos participantes do programa. Hoje é comentarista de moda nos mais diversos canais de tv e de revistas, além de cobrir eventos de tapete vermelho como Oscar, Emmy e Golden Globe. O que poucos sabem é que Gunn tem uma longa carreira acadêmica. Ele foi diretor da Parsons (universidade que teve entre seus alunos Tom Ford e Donna Karan), e criou todo um novo currículo para o curso de moda, hoje considerado o melhor da área nos Estados Unidos. Gunn foi o responsável por tornar história da arte e história da moda pré-requisitos para a formação dos alunos de design, por julgar que estes conhecimentos eram fundamentais aos estilistas.

Sobre a sua personalidade, ele é exactly the way you want him to be: adorável, honesto, sofisticado e extremamente articulado – e está sempre de terno. Ele foi descrito por Budd Mishkin, entrevistador da noite, como um subway rider. Para os moradores de NY, acostumados a vê-lo nas ruas da cidade, Tim Gunn é alguém acessível e sempre aberto a dar uma opinião. E claro, a primeira coisa que a se quer fazer ao ver alguém como Tim Gunn é perguntar se estamos bem vestidos!

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Tim Gunn e Heidi Klum | Foto: Stephen Lovekin, Getty Images

Tim Gunn fala em regras de vestuário e destaca a importância do tamanho certo, desaconselhando que as pessoas usem modelos menores ou maiores: “não há nada mais feio do que alguém com uma roupa grande ou pequena demais.” Outro ponto importante diz respeito às dúvidas sobre se uma roupa é ou não apropriada. A dica: se achamos que estamos velhos demais ou novos demais para um determinado tipo de roupa, já temos a resposta para nossa pergunta. “Muitas vezes a roupa está certa para a pessoa, mas a pessoa não está certa para a roupa.” O que importa normalmente não está no closet: “A postura faz a roupa, não o contrário.” Gunn destaca que muitas roupas não devem mesmo ser confortáveis: ”Se você quer usar roupas tão confortáveis quanto pijamas, use pijamas. Um terno obviamente não é tão confortável como um pijama, mas certamente é mais bonito e logo eu me sinto melhor e mais seguro – e este é o objetivo.”

A noite foi repleta de surpresas. Além de contar histórias do backstage do Project Runway e outros momentos engraçados na sua trajetória frente às cameras, Tim Gunn também abriu um pouco seu baú de memórias. E apresentou o novo livro, Tim Gunn`s Fashion Bible, que fala sobre a história de tudo aquilo que está dentro dos nossos armários –  a origem de cada peça de roupa sem a qual não podemos viver. O livro já está na minha lista.

 

* Miriam Spritzer: é coach de profissão, tem formação em administração e marketing e também transita pelo mundo do teatro musical. Mora em NY e está sempre atenta para os mais variados shows, exposições, eventos e moda. Ela também é correspondente internacional no programa  Tudomais na TVCOM

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Alinhavo de Artistas: Toba Khedoori, James Welling e Al Taylor.

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Al Taylor

Em Nova Iorque, três artistas distintos, trabalhando em três mídias diferentes: desenho, pintura e fotografia. Porém, entre os três ressoa uma familiaridade não só midiática, mas também temática, que os alinhava entre representações mundanas e descartáveis. Toba KhedooriJames Welling e Al Taylor extraem formas de cordas, arames, paredes e objetos domésticos.

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Toba Khedoori

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James Welling

Khedoori faz pinturas que beiram fotografias, enquanto Welling faz fotografias que se transvestem de pinturas. Taylor, por sua vez, alterna mídias durante seu processo criativo. Expostos lado a lado, percebe-se que as esculturas servem de inspiração para os desenhos. A bidimensionalidade dos planos volta a unir os três artistas. No entanto, a galeria David Zwirner, ao invés de congregá-los num único show, os reservou espaços individuais em múltiplas salas. São também três exposições diferentes. Até 27 de outubro.

 

Fran Kath é art historian de profissão, publicitária de formação e fotógrafa por empurrão. Curiosa de matar, persistente de irritar, art gallery addicted e bibliômana confessa. Morou em Porto Alegre, Londres, Paris e no mar. Hoje em dia navega o NYCsubway atrás de arte que me arrepia a nuca e embrulha as tripas. É redatora do NYartRider e colabora aqui no blog.

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Vogue Fashion’s Night Out Milano

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A quarta edição da Vogue Fashion`s Night Out aconteceu semana passada em Milão. E foi uma grande quermesse, como os milaneses adoram chamar esta manifestação que une diversos públicos em torno de um tema adorado por aqui: a moda.

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Comecei a percorrer o circuito pelas seis da tarde, mas já sentia no ar que as estradas fashion da cidade seriam tomadas de assalto até altas horas da noite. Em um mix de excitação, busca por novidades, glamour, elegância e abertura extraordinária de negócios, o VFNO era para muitas pessoas o primeiro contato com o mundo da moda. Havia muito entusiasmo, algo de certa forma enternecedor. Mas ao mesmo tempo me perguntava se era isso que realmente lhes importava. Se era só isso, aliás. Em tempos de crise – e aqui na Itália as coisas realmente não estão muito otimistas – parecia que muita gente estava dando um valor colossal àquilo que deveria ser apenas uma visita a uma marca, a um negócio de moda. O passeio parecia um momento de pausa em suas vidas reais.

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Apesar da montanha de lixo que se acumulava em todas as ruas de Montenapoleone à Brera, foi uma noite divertida. Deu para ver muitas peças de edição limitada que certamente virarão objeto de culto, além de algumas iniciativas interessantes – como concertos, apresentações, espectáculos, itinerários culturais e mostras de arte. Houve também espaço para a solidariedade: este ano todo o lucro da venda dos produtos da ocasião foi destinado às vítimas do terremoto que quase devastou a região de Emília. A moda dando sua contribuição real ao mundo real. Sinal dos tempos.

No site  é possível acompanhar como foi esta serata milanesa e preparar-se para visitá-la em uma próxima edição.

* Fah Maioli é uma trend researcher que vive pelo mundo da moda e do design. Cidadã do mundo, mora em Milão e é uma atenta observadora do zeitgeist – mais uma razão para estar sempre viajando em busca de inputs criativos, novas verdades e antigas estórias.

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As Calanques de Cassis: canyon que mergulha no mar turquesa da Cote d’Azur.

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Esqueça Saint Tropez nas suas próximas férias. Na minha última odisseia de verão, na Cote D’Azur, descobri uma cidade dezenas de vezes mais charmosa: Cassis.

Posicionada na metade da estrada entre Marseille e Toulon, Cassis é uma antiga vila de pescadores, muito interessante para visitar, que se tornou mais célebre ainda pelas maravilhas naturais das calanques, que são na verdade um canyon rochoso espetacular que mergulha nas águas turquesas do Mediterrâneo. A história de Cassis afunda nas origens da sua longínqua pré-história e, além disso, em algumas das grutas das 6 calanques principais foram encontrados traços de ocupação que remetem a 25 mil anos antes de Cristo. Os celtas e Ligures a conheciam muito bem, mas foi somente no período medieval que ela começou a se tornar importante novamente, com o nome de Carsicis Portus. Um fato triste foi a devastação da vila inteira em 1813 pelos ingleses que estavam em luta com Napoleão.

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Dicas legais:

- faça o passeio de barca para conhecer as 3 primeiras calanques, as demais tornam-se repetitivas.

-chegue à tardinha para poder admirar a iluminação noturna do Castelo da família Michelin no topo da vila. Com o anoitecer é lindo demais!

-se estiver de carro, não perca a visita a Cap Canaille, que fica na estrada entre Cassis e La Ciotat (que, na minha opinião, não vale a pena visitar) e que é o maior promontório da Europa com 400 metros acima do nível do mar. Eu juro que será o pôr-do- sol mais lindo da sua vida!

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* Fah Maioli é uma trend researcher que vive pelo mundo da moda e do design. Cidadã do mundo, mora em Milão e é uma atenta observadora do zeitgeist – mais uma razão para estar sempre viajando em busca de inputs criativos, novas verdades e antigas estórias.

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Rineke Dijkstra: A Retrospective

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Rineke Dijkstra vence a própria timidez fotografando pessoas. A cada novo trabalho, a artista holandesa interpela estranhos para posar em frente a sua câmera. São personagens na maioria jovens, entre a idade ingrata da adolescência e o início incerto da adultez, que refletem no olhar e na posição corporal a mesma inibição com que Dijkstra os encara.

Os projetos de Dijkstra são investidas quase-antropológicas, de imersão integral e longa duração, das quais emergem séries temáticas ou temporais. Alguns dos trabalhos mais marcantes registram adolescentes na praia, mulheres nos instantes imediatos após o parto, ou toureiros ensangüentados ao final de um embate. Desde o final dos anos 90, a fotógrafa tem explorado também recursos audio-visuais, compondo retratos em movimento de jovens clubbers ingleses.

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Dijkstra desevolve ainda séries em que ela fotografa a mesma pessoa por extendidos períodos de tempo, normalmente permitindo intervalos de meses ou anos entre cada imagem. As transformações são marcantes, e se revelam não só físicas, o que é inerente à idade, mas especialmente culturais e comportamentais. Utilizando-se da justeza do retrato fotográfico formal, a artista expõe o descompasso do corpo que se ajusta a novas dimensões, e da personalidade que descobre o mundo e a si mesma. As fotografias de Dijkstra são cruas e por vezes pungentes, mas também sensíveis e delicadas, profundos testamentos de humanidade, que atestam magnânimas o desconforto que é viver.

O Guggenheim exibe Rineke Dijkstra: A Retrospective até 08 de outubro.

Fran Kath é art historian de profissão, publicitária de formação e fotógrafa por empurrão. Curiosa de matar, persistente de irritar, art gallery addicted e bibliômana confessa. Morou em Porto Alegre, Londres, Paris e no mar. Hoje em dia navega o NYCsubway atrás de arte que me arrepia a nuca e embrulha as tripas. É redatora do NYartRider e colabora aqui no blog.

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Impossible Conversations: Prada e Schiaparelli

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O Costume Institute do Metropolitan Museum (Nova Iorque), baseado em uma coluna de Miguel Covarrubia para a Vanity Fair dos anos 30, criou uma “Conversa Impossível” entre Elsa Schiaparelli e Miuccia Prada. A exibição destaca as afinidades e semelhanças criativas das duas designers italianas, bem como o estilo e filosofia de vida  dessas diferentes eras – Schiaparelli dos anos 20 aos 50, Prada do início dos anos 80 até os dias de hoje.

A mostra – organizada pelos curatores Harold Koda e Andrew Bolton – conta com 100 modelos e 40 acessórios de Elsa Schiaparelli (1890–1973) e Miuccia Prada. E ainda tem um vídeo que simula uma conversa entre as duas – Miuccia Prada como ela mesma e a atriz Judy Davis interpretando Schiaparelli.

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Miuccia Prada foi entrevistada especialmente para a exposição, enquanto as informações de Schiaparelli foram coletas das diversas entrevistas e de sua auto-biografia “Shocking Life”. A conversa imaginária é focada principalmente em como as duas mulheres exploram o mesmo tema em suas criações através de abordagens muito diferentes.

As duas estilistas são conhecidas pelos seus modelos ousados e ligação forte com arte. Enquanto Schiaparelli criou os chapéus mais criativos de sua época e trabalhava com Salvador Dalí e Jean Cocteau, Prada se destacou pelos seus sapatos ousados e o trabalho à frente da Fundazione Prada. Em comum, uma forte aproximação entre o mundo das artes visuais com o fashion design.

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Para os curiosos por moda, a exibição de Prada e Schiaparelli é fundamental: faz uma comparação dos dois trabalhos tanto nos acessórios quanto nas roupas. E é possível perceber pequenos detalhes de inspiração semelhante, bem como a base que Prada teve em Schiaparelli.

A exibição vai até o dia 19 de agosto. E para quem não puder ver ao vivo, a loja do Metropolitan Museum também vende um livro lindo com imagens da exposição e informações mais detalhadas sobre as duas estilistas.

* Miriam Spritzer: é coach de profissão, tem formação em administração e marketing e também transita pelo mundo do teatro musical. Mora em NY e está sempre atenta para os mais variados shows, exposições, eventos e moda. Ela também é correspondente internacional no programa  Tudomais na TVCOM

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